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   NOMES BÍBLICOS e seus Significados



VIVENDO AS VERDADES DA BÍBLIA

Lição 5 - Vencendo a Tentação

Classe: Discipulando - Ciclo 3
Revista: do Professor
Editora: CPAD

TEXTO BÍBLICO BASE

Lucas 4.1-13
1 - E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto.
2 - E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome.
3 - E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
4 - E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus.
5 - E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo.
6 - E disse-lhe o diabo: Dar-te-eí a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 - Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Sata­ nás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás.
9 - Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo,
10 - porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem
11 - e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
12 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.
13 - E, acabando o diabo toda a tentação, ausen­ tou-se dele por algum tempo.
 
MEDITAÇÃO

Como guardaste a palavra da minha pa­ ciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. (Ap 3.10)

REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA

   SEGUNDA FEIRA Mateus 26.41
   TERÇA FEIRA Salmos 95.8,9
   QUARTA FEIRA Lucas 8.13
   QUINTA FEIRA Lucas 11.4
   SEXTA FEIRA 1 Corintios 10.13
   SÁBADO Tiago 1.12

ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR

INTERAGINDO COM O ALUNO

Nesta lição trataremos de um assunto que é comum a todas as pessoas: a tentação. Ela pode atingir tanto o cristão quanto o que não professa a fé cristã. Muitas pessoas na igreja, já após um bom tempo de Evange­ lho, acreditam que ser tentado é ter cometido o pecado. Não sabem que a tentação é uma porta aberta ao pecado, se a ela cedermos, mas também é uma oportunidade de ser apro­ vado por Deus quando resistimos à tentação. Mostre aos seus alunos que todas as pessoas são tentadas, e que até Jesus Cristo foi tentado pelo próprio Diabo. Mostra também que Jesus resistiu à tentação e ao Diabo, e foi vitorioso a ponto de nos dar o exemplo de que a tentação é resistivel, mas que só conseguiremos resistir a ela, se estivermos na dependência da atuação do Espírito Santo em nossas vidas.

Outro aspecto que deve ser abordado é a leitura da Palavra de Deus para que tenhamos, como Jesus, o conteúdo e a motivação necessários para não ceder ao pecado, lembrando que Jesus citou as Escrituras em cada situação em que foi tentado por Satanás.

OBJETIVOS

Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos:

Explicar aos seus alunos o que é a tentação, sua origem e conseqüências na vida de qualquer pessoa.
Expor a forma como Jesus foi tentado e como ele venceu a tentação em todos os sentidos usando a Palavra de Deus.
Reafirmar os princípios bíblicos da dependência do Espírito Santo e da vigilância na vida pessoal para não ceder à tentação.

PROPOSTA PEDAGÓGICA

Todos os dias somos tentados de alguma forma. Desde pequenas situações que não vão envolver grandes conseqüências pessoais até outras ocasiões em que uma tentação vai ter um alcance mais amplo. Pergunte aos seus alunos o que eles entendem por tentação e a seguir explique-lhes, de acordo com a Palavra de Deus, que ninguém está isento de ser tenta­ do, mas que podemos encontrar na Palavra de Deus os meios para ter uma vida santa e que tenha resistência à tentação. Antes de concluir sua aula, questione sobre o que podem fazer para que a tentação não seja consumada, e como lidar quando forem tentados e não resistirem. É importante que eles saibam que possuem um Deus que busca a reconciliação conosco, mesmo quando pecamos.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Em todo o mundo, as pessoas são tenta­ das de alguma forma. Mesmo aqueles que já aceitaram a Jesus como seu Salvador e Senhor são tentados, e até o próprio Jesus foi tentado por Satanás. Então, como pode um cristão lidar de forma correta com as tentações? É possível ser tentado e não cair no pecado? Quais são as bases para que consigamos vencer as ten­ tações? Nesta lição, veremos essas respostas, não apenas para compreender a tentação, mas também para que saibamos como nos portar nesses momentos difíceis e agradar a Deus derrotando tanto nossos desejos pessoais quanto a influência de Satanás.

1. O QUE É A TENTAÇÃO

1.1. Definindo o termo.
Tentação é descrita pelo Dicionário Michaelis como “impulso íntimo dirigido para o pecado, originado dos instintos inferiores ou da malignidade do tentador”. Conforme apresentado, tentação não é o pecado, mas sim uma propensão a uma prática que pode ser pecaminosa. Essa propensão pode vir de dentro de nós mesmos, dos nossos desejos, ou pode ser uma propensão originada no próprio Diabo, quando nos oferece situações aparentemente desejáveis.

No primeiro caso, a tentação é originada em nossos desejos lícitos ou ilícitos. É lícito nos alimentarmos quando temos fome, mas não é certo comer até passar mal ou colocar a saúde em risco comendo além do necessário. Os desejos ilícitos são aqueles que uma pessoa tem e não os domina, mesmo sabendo que não deve praticá-los ou porque a Bíblia reprova ou porque a sociedade condena, como um furto ou assassinato, ou enganar uma pessoa. Em ambos os casos, seja um desejo lícito ou ilícito, o que nos afasta de Deus precisa ser evitado a todo custo.

No segundo caso, a natureza da tentação pode ser satânica. O Diabo, inimigo de nossas almas, pode nos atrair a praticar atos que desagradam a Deus, como fez com Adão e Eva, e tentou Jesus Cristo a pecar contra o Pai. Adão e Eva cederam à tentação (Gn 3.6,7), mas Jesus não (Mt 4.1-11).

1.2. Tentação não é o pecado.
Há pessoas que acreditam que a tentação é o pecado. Na verdade, a tentação não é o pecado, mas sua porta, uma oportunidade para a prática do pecado. Vejamos o que a Bíblia narra sobre o primeiro casal, Adão e Eva. Gênesis nos fala: “E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (2.16,17). Deus ordenou que o homem não comesse do fruto proibido, mas permitiu-lhe se alimentar de qualquer outra árvore frutífera do jardim do Éden. Mas o que aconteceu algum tempo depois? Satanás tentou a mulher e o homem para desobedecerem a Deus e eles comeram do fruto proibido. Ele os enganou dizendo que se comessem daquele fruto, eles seriam como Deus, sabedores do bem e do mal (Gn 3.5). O que Satanás não lhes disse era o preço da desobediência, isto é, a morte.

Se por um lado essa história nos ensina como o pecado entrou no mundo, também nos adverte que não precisamos cair em pecado. Ou seja, mesmo sendo tentado, não podemos nos deixar levar pelo pecado. Veremos, a seguir, o exemplo da tentação de Jesus. O Filho foi tentado pelo Diabo, mas não pecou contra Deus.

1.3. Pessoas santas também são tentadas.
O fato de termos aceitado a Jesus como nosso Salvador não nos isenta de ser tentados tanto por Satanás quanto por nossas propensões carnais. Na verdade, os homens e mulheres de Deus descritos na Bíblia Sagrada passaram por tentações. Adão e Eva foram tentados a comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, pecaram e foram expulsos do paraíso (Gn 3.6,7). Sansão foi tentado por Dalila, para que ele revelasse o segredo de sua força descomunal, e perdeu tanto a visão quanto a liberdade (Jz 16.4-21). Sara foi tentada a dar sua serva a Abraão, para que se nascesse um filho e fosse considerado de Abraão, um costume daqueles dias, mas não aprovado por Deus, pois tanto Abraão quanto Sara tiveram de conviver com problemas dentro de casa por conta dessa situação (Gn 16.1-6). Jacó foi tentado a tomar do irmão, Esaú, o direito de ser o filho mais velho, e teve de fugir por muitos anos para não ser morto por isso (Gn 27.18-29,41-45). Mesmo Davi, o homem segundo o coração de Deus, pecou contra Deus quando pôs seus olhos em Bate Seba, cometendo não apenas um adultério, mas encomendando um assassinato (2 Sm 11).
Portanto, a tentação está presente nos relatos bíblicos, pois ela acontece com qualquer pessoa, seja serva de Deus ou não. Ainda que sejamos santos, não estamos imunes à tentação.

            AUXÍLIO DEVOCIONAL 1

“Algumas coisas a ter em mente a respeito da tentação. A tentação é comum a todos os cristãos:

• ‘Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação, dará também o escape, para que a possais suportar’ (1 Co 10.13);
• A tentação é do Diabo (Mt 4.1 -11);
• A tentação propriamente dita não é peca­ do, mas sucumbir a ela, sim.

Billy Graham responde: o pecado é quando usamos a tentação para ceder. Nenhum de nós deve se colocar em uma posição deliberadamente para ser tentado. Satanás sempre atacará nas áreas em que estivermos mais vulneráveis. ‘Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.’ (Tg 1.14,15). Surge um pensamento; nós o nutrimos; ele germina e cresce, e se torna um ato mau. Deus não nos leva pessoalmente à tentação. ‘Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta’ (Tg 1.13). Mas Deus permite que sejamos tentados (Jó 1.6- 12) para que possamos enfrentar a tentação, superá-la, vencê-la e nos tornarmos mais fortes” (GRAHAM, Billy. Billy Graham Responde. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.312,13).

2. LIDANDO COM NOSSOS IMPULSOS

2.1. Deus tenta alguma pessoa?
Essa pergunta é respondida por Tiago, o irmão do Senhor Jesus: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tg 1.13,14). Deus não é o agente da tentação. O que então originou a tentação? Tiago nos diz que as pessoas são tentadas quando atraídas e ludibriadas pelos seus próprios desejos. Portanto, os nossos desejos, quando não sujeitos ao controle do Espírito Santo, podem ser a fonte da tentação e suficientes para nos fazer pecar. Como vimos, a tentação pode vir de nossos desejos ou de Satanás, mas nunca de Deus. O Altíssimo não nos induz ao pecado, pois este nos afasta de Deus. Seria um contrassenso atribuir a Deus as tentações com que nos deparamos. Ele nos quer mais perto de si, e não afastados dEle. Lembre-se de Adão e Eva, quando pecaram contra Deus, eles perceberam que estavam nus, e tentaram se esconder do Criador.
Esse efeito até hoje segue a humanidade: quando pecamos, a nossa primeira tendência é fugir de Deus. Mas o apóstolo João nos exorta: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9).

2.2. Tentações de diversas formas.
Em uma sociedade como a nossa, dominada pelo erotismo precoce, existe a tendência de se imaginar que a tentação tem somente o viés sexual. Entretanto, a tentação não ocorre apenas na esfera sexual. Há pessoas que possuem limitações no tocante à saúde, e ficam restritas a ingestão de determinados alimentos e são tentadas a comê-los, mesmo que prejudiquem a saúde. Há estudantes que deixam de ser zelosos em seus trabalhos e estudos, e buscam ajuda clandestina para tirar notas boas nas provas, a famosa “cola”. Há aqueles que gastam mais do que devem e do que conseguem ganhar com o seu trabalho, ficam endividados e deixam até de honrar ao Senhor com seus recursos financeiros. Há homens e mulheres que, mesmo tendo uma família ou comprometidos pelo casamento, não se sentem satisfeitos e buscam aventuras extraconjugais, colocando suas famílias em risco. A lista não tem fim, pois cada pessoa pode ser tentada de uma forma diferente, mas o princípio é o mesmo: conduzir-nos as práticas que colocarão em risco nossa saúde, nossa vida espiritual e o nosso destino eterno.

A Bíblia diz que o próprio Filho de Deus foi tentado. Mas como Ele tratou com a tentação? E de que forma podemos aprender com Ele para que consigamos vencer as tentações que nos acometem?

            AUXÍLIO TEOLÓGICO 2

"As tentações que Jesus sofreu revelam a estratégia de Satanás. Na primeira tentação, o Inimigo procurou instigar Jesus a usar, para o seu próprio proveito, o poder que havia recebido. Jesus realmente possuía poder para transformar as pedras em pães, pois mais tarde Ele multiplicou pães do nada (cf. Mt 14.13-21).
Mas fez isso para glorificar o Pai e para dar de comer a homens famintos. Na tentação, recusou o uso do seu poder em benefício próprio. Ao refutar o Diabo, afirmou: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’ (Mt 4.4). Essa ‘palavra da boca de Deus’ foi o que faltou, e Jesus não queria fazer um milagre conforme a palavra do inimigo, mas somente conforme a vontade de seu Pai (Cf. Jo 5.19,30). Ele não aceitou receber sugestões de Satanás. Por isso venceu.
Na segunda tentação, Satanás propôs que Jesus se lançasse do pináculo do templo, local para onde Ele havia sido levado (Cf. Mt 4.5-7). Satanás tentou a Jesus para que assumisse os riscos e demonstrasse coragem saltando.de grande altura. Jesus rejeitou essa proposta porque não queria obedecer a Satanás. Com a finalidade de tirar qualquer dúvida sobre sua proposta, Satanás citou um trecho das Escrituras que falava da proteção divina (Cf. Sl 91.11,12; Mt 4.4-6). Porém, nessa citação, Satanás omitiu a parte que fala da promessa de Deus guardar o Filho ‘em todos os teus caminhos’ (Sl 91.11). Jesus sabia que a promessa de Deus não era para tentar a si próprio, mas para a proteção nos caminhos traçados por Ele" (BERGSTEN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp.198,99).

3. COMO JESUS LIDOU COM A TENTAÇÃO

3.1. Jesus usou a Palavra de Deus.
Lucas descreveu a tentação do Filho de Deus, deixando claro que Ele usou as Escrituras em cada situação pela qual foi tentado. Quando teve fome (e não é pecado ter fome!), foi tentado a usar o seu poder para transformar pedras em pão. Entretanto, Ele resistiu a tentação citando Deuteronômio 8.3. Havia algum mal em Jesus se alimentar um pouquinho, levando em conta que ele estava em Jejum há 40 dias? O que uma pessoa faminta mais deseja, senão alimento, um pouco de comida? Mas usar o poder de Deus em benefício próprio, sob a influência do Diabo, seria não apenas uma tentação, mas um pecado. 0 Nosso Inimigo deseja que usemos o que for necessário para nos sentir satisfeitos, a exemplo de como tentou Jesus a usar o poder de Deus para o seu autobeneffcio.
Quando Jesus também foi tentado para obter o poder temporal desde que se inclinasse a Satanás, Ele citou Deuteronômio 6.13 e 10.20. O que mais o Diabo deseja, senão, a nossa adoração e devoção? Isso faz com que nos afastemos de Deus, dando mais glória à criatura do que ao Criador (Rm 1.23). Jamais devemos nos esquecer de que tudo o que temos é dádiva de Deus, e nossa adoração nunca poderá ser substituída pela adoração à criatura e ao poder temporal.

Semelhantemente, quando incentivado a colocar sua vida em risco para ver se Deus estava realmente com Ele, Jesus citou Deuteronômio 6.16. É claro que devemos confiar nas promessas de Deus, pois Ele as cumpre, mas não devemos tentá-lo. O que o Diabo queria era induzir Jesus a pecar, tentando obrigá-Lo a fazer um milagre para agradar uma vontade pessoal. Lembremo-nos de que Deus é fiel para conosco, e nossa fidelidade a Ele deve ser sábia.

3.2. Jesus confiou naquilo que Deus disse.
Mais do que citar a Palavra de Deus, Jesus demonstrou que, não apenas conhecia a Palavra de Deus, mas também a praticava. E, após as tentações, Jesus não ficou olhando para as pedras que poderiam ser transformadas em pães para saciar sua fome. Ele não ficou pensando que poderia ter recebido poder temporal para governar os maiores reinos do mundo, nem imaginando como seria se arriscar em uma situação perigosa somente para saber se Deus cumpriria ou não o que está em sua Palavra. Jesus creu na Palavra de Deus e agiu de acordo com a fé. Da mesma forma, não devemos duvidar da Palavra de Deus nem depois ficar imaginando como seria se tivéssemos cedido aos apelos que nos cercam. Quem age crendo no que Deus diz deve ter a atitude de afastar-se não apenas da tentação, como também esquecê-la.

3.3. O que Deus espera que façamos quando tentados?
Deus sabe que passamos por situações em que a tentação é real. Ele sabe que temos um Inimigo que faz de tudo para pecarmos. Ele também sabe que temos impulsos interiores que podem nos induzir à prática do pecado. Entretanto, Deus espera que hajamos de forma a honrar o seu nome mesmo quando somos tentados. Ele espera que obedeçamos a sua Palavra e nos afastemos de tudo o que pode nos conduzir ao pecado. Da mesma forma que Jesus optou por responder aos apelos do Diabo com a Palavra de Deus, devemos nos guiar por ela. Precisamos também evitar os caminhos que nos levam a tentação. Se ao invés de fugir da tentação, nos aproximarmos dela o suficiente para ser envolvidos, com certeza cederemos aos seus apelos. Portanto, além de crer na Palavra de Deus e agir como ela ordena, devemos evitar tudo o que nos atrai para fazer o mal e pecar contra Deus.

            AUXÍLIO TEOLÓGICO 3

“Na última tentação, Satanás foi ainda mais atrevido. Mostrou a Jesus, em um só momento, todos os reinos do mundo e a glória deles, e disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares’ (Mt 4.8,9). A Bíblia não revela como foi possível a Satanás mostrar todos os reinos do mundo a Jesus. Porém, o Diabo prometeu o que não possuía. A Bíblia diz: ‘Do Senhor é a terra e a sua plenitude’ (Sl 24.1). Satanás não possui nada. Ele somente usurpou o poder que atualmente exerce (cf. 1 Pe 1.24; Dn 4.30,31). Jesus rejeitou o domínio e o poder oferecido por Satanás, pois Ele não admitia que nenhuma autoridade que não fosse a de Deus. Ele não quis uma coroa sem cruz. Por isso, escolheu o caminho da cruz para que ganhássemos uma coroa de justiça (C f. 2 Tm 4.8). Finalmente, Jesus disse: ‘Vai-te, Satanás [...]. Então o Diabo o deixou’ (Mt 4.10,11)" (BERGSTEN, Eurico.
Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.199).

CONCLUSÃO

Nenhum crente está livre de ser tentado, e cair na tentação é uma escolha da pessoa que está se deparando com algo que lhe chama a atenção e que pode lhe prejudicar espiritual e materialmente. Para que possamos estar firmes e não ceder à tentação, devemos observar o exemplo de Jesus, que enfrentou esses momen­ tos tendo a Bíblia como sua base de resposta até para o próprio Inimigo. Nosso Senhor não apenas venceu o pecado, como também derrotou Satanás, nos dando o exemplo de que podemos ser vitoriosos na tentação.

APROFUNDANDO-SE

“Sobre a tentação de Jesus, Lawrence Richards comenta: “Jesus reage a cada prova apelando às Escrituras. Em cada caso, a citação é de Deuteronômio, que não é tão importante como a maneira como Cristo usa as Escrituras. O que Ele fez, na realidade, foi extrair um prin­ cípio de cada passagem” (Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 19).

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VERIFIQUE SEU APRENDIZADO

1. O que é a tentação?
R.
Impulso íntimo dirigido para o pecado, originado dos instintos inferiores ou da malignidade do tentador. Uma propensão a uma prática que pode ser pecaminosa.
2. Pessoas santas também são tentadas?
R.
Sim. O fato de termos aceitado a Jesus como nosso Salvador não nos isenta de ser tentados tanto por Satanás quanto por nossas propensões carnais.
3. A tentação é o pecado?
R.
Na verdade, a tentação não é o pecado, mas sua porta, uma oportunidade para a prática do pecado.
4. O que Jesus usou quando foi tentado?
R.
A Palavra de Deus.
5. Como podemos evitar a tentação?
R.
Além de crer na Palavra de Deus e agir como ela ordena, devemos evitar tudo o que nos atrai para fazer o mal e pecar contra Deus.

VOCÊ SABIA?

Que Jesus Cristo, no exercício do seu ministério, pregava as Escrituras do Antigo Testamento - Deuteronômio, Salmos etc. No tempo de Jesus não tínhamos ainda os 27 livros do Novo Testamento. Assim, tanto Nosso Senhor quanto a igreja Primitiva observavam o Antigo Testamento como Palavra revelada por Deus. 


Fonte: CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus
 

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